Respiro no final de ano
Ou como tentar encontrar lugares tranquilos
Não sei vocês, mas chega meio pro final de novembro e eu tenho essa impressão de que o mundo vai acabar dia 31 de dezembro. Todo ano é assim, como um infinito dia (mês) da marmota como se estivéssemos lá no bug do milênio da virada de 1999 para 2000.
Nos últimos anos então que tenho estudado um tanto, junta que são as datas de entregas de provas e trabalhos e notas e férias escolares e festas de fim de ano e happy hour que saio correndo pra não levar falta e nossa! Parece que já vivi mil meses diferentes só nesses 15 dias de dezembro.
Ai reparando que eu comecei a montar agenda com horários pro meu sábado e domingo, vi que tinha alguma coisa bem errada ali e fui cortando pra ter só (!) 1 compromisso por dia, tentando deixar o resto livre pro acaso acontecer.
Em uma dessas tive um sábado de última aula de um curso e depois sentei pra almoçar com o pessoal uma feijoada despretensiosa, que quando reparei estava chegando em casa às 3h da manhã sem ter andando mais de 20 passos de um lugar pro outro. Apesar da ressaca do dia seguinte, que delicia foi ter passado esse tanto de horas com pessoas queridas sem se preocupar com mil outras coisas fora daquela mesa e das cervejas que o Sr João seguia colocando.
Nisso me bateu uma vontade de fazer uma lista atualizada de lugares pra gente dar essa desligada, continuando a conversa que eu trouxe lá em janeiro que fui pra museu, parque e restaurantes que você pode ser aquela pessoa sozinha na mesa sem olhares curiosos.
Passado todos esses meses, reparei que tenho alguns outros lugares que também sinto que o tempo corre de uma forma diferente e tenho esses respiros, então vamos lá pro último top3 do ano:
Sesc 24 de maio
Especificamente esse que fica no meio do caos do centro mas que mesmo quando está cheio você encontra um banquinho em algum dos andares pra ou sentar sozinha ou com mais pessoas e curtir ali aquele tanto de cidade refletida no prédio ou tudo que está ali dentro.
Já contei também como só de estar no Centro com todas as mil informações e estímulos eu já sinto que isso de alguma forma acalma essa ansiedade toda e de outro mais antigo sobre a história dessa paixão e alguns mirantes.
E esse Sesc tem virado esse lugar que de vez em quando dou uma corrida pra colocar o pé ali naquela água e acabar com a roupa toda espirrada pela correria das crianças, comentado sobre as exposições ou espetáculos com quem vai junto e aproveitando as rampas.
Studio Yoga SP
Já tem alguns anos que vou e volto pra Yoga, estava há uns bons meses longe (principalmente no pré cirúrgico) até que em setembro resolvi voltar e descobri que esse novo corpo gosta bem mais do que antes, me levando a explorar outras modalidades até chegar no Iyengar e me apaixonar.
Conheci por acaso em uma aula chamada Yoga com props com a Bruna Bessani e descobri que tudo que eu tinha ouvido falar sobre ser ruim usar os acessórios não era uma verdade absoluta e de como eu fazia tanta coisa errada naquela pressa!
Até que um dia das férias fiz a aula dela no almoço e descobri que fazer uma prática dessas com janelões e tempo muda completamente a experiência. São 90min que se pudesse ficaria bem mais.
Praia
Ai sim, nunca coloco nas listas mas admito que aqui não consegui fugir. Sei que tem um pequeno caos envolvido em descer pra praia nesse final de ano com hotéis e praias cheios, além de um trânsito que as estradas não dão conta.
Mas passado todo esse stress você chega em um pedacinho de areia que pode ter um tanto de guarda-sol em volta com mil músicas misturadas ou uma praia mais vazia com o som do mar e as ondas quebrando lá em frente.
É esse lugar que todo mundo consegue curtir, que quando você entra naquele mar só existe aquele momento e vê que vale a pena.


